sexta-feira, 22 de maio de 2009

NOME:ÉRICA FERNANDA Nº:7

“O ÚTIMO ECLIPSE”
RIO_ Karen estava caminhando pela cidade quando, a alguns metros havia uma estranha movimentação. Ao se aproximar Karen percebeu que era uma caravana de criança moradora de ruas, que pela primeira vez iam ter a oportunidade de ver de todos os ângulos um fenômeno que estava previsto de acontecer no início da noite (19:30 mais ou menos). Estavam na porta do mais cobiçado dos hotéis do Rio, onde esperava ansiosos a pessoas que os dariam esse presente. Eis que aparece o anfitrião. Um grande empresário que fora um grande carrasco no decorrer de sua vida e que agora, aos setenta anos, tinha em sua agenda a data de sua morte, pois tinha uma doença grave que não havia nenhum tratamento. Pediu ajuda aos seguranças que encaminhasse todas as crianças para sua suíte com vista para o mar.
Curiosa, Karen entrou juntamente com as crianças. Assim que todos se acomodaram, começou o show da lua cheia que estava mais linda do que nunca, beleza que foi sendo coberta, quase que embaçada, o eclipse lunar.
Maravilhadas com o que viam, as crianças começaram a rir, surpresas com se desembrulhasse um presente. No meio do show, o empresário saiu da varanda para um quanto escuro da suíte. Karen o seguiu e o surpreendeu chorando feito uma criança. Antes que perguntasse, o empresário já foi respondendo, que chorava porque descobriu no seu último dia de vida o que era ser gente, ele que antes agia como um monstro feroz, que só conseguiu fama passando por cima dos outros, sentia-se leve e feliz.
Depois de explicar como se sentia depois de seu ato, de ter sido caridoso, o empresário ajoelhou-se no chão e sorriu, um sorriso lindo que aos poucos foi consumindo, assim como a lua, por uma sombra caiu de bruços no chão, estava morto.
Quem dera que todos fossem assim como o ato desse senhor, que se arrependeu de tudo que fizera de ruim, dando as crianças o que delas foi tirado, o dinheiro e a oportunidade de serem pessoas de bem. Por isso, nunca deixe de viver, preocupando-se em ganhar apenas fama e riqueza, pare e veja o quanto à natureza é bela. Não deixa que a morte abra seus olhos, abra você mesmo, feliz aquele que sabe apreciar um simples eclipse.

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